sábado, 26 de novembro de 2016

Fidel Castro, ex-presidente de Cuba, morre aos 90 anos

Cuba declarou 9 dias de luto oficial pela morte de Fidel Castro. Líder da Revolução Cubana foi figura internacional polêmica por décadas.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/11/morre-aos-90-anos-fidel-castro-ex-presidente-de-cuba-diz-tv.html

Figura controversa
Visto como um grande líder revolucionário por uns, e como ditador implacável por outros, Fidel foi saindo de cena progressivamente ao longo da última década, morando em lugar não divulgado e fazendo aparições esporádicas nos últimos anos.



terça-feira, 8 de novembro de 2016

Brasil Colonial - Período Açucareiro

Período Colonial – 1534-1808

1.      CARACTERÍSTICAS GERAIS DO PERÍODO COLONIAL
         Colônia de exploração (fornecimento de gêneros inexistentes na Europa).
         Monocultura.
         Agroexportação.
         Latifúndio.
         Escravismo.
         Pacto Colonial (monopólio de comércio da metrópole sobre a colônia).

         Colonização:
        Medo de perder as terras para invasores.
        Decadência do comércio com as Índias.
        Esperança de encontrar metais preciosos.

2.      ESTRUTURA ADMINISTRATIVA DO BRASIL COLÔNIA

         As Capitanias Hereditárias:
        15 lotes horizontais de terra entregues pelo rei a membros da corte de sua confiança.
        Carta de Doação: documento que transferia a posse da terra.
        Capitão Donatário – aquele que recebe um dos lotes de terra.
        Carta Foral: direitos e deveres dos donatários.
ü  Direitos – aplicar a justiça, escravizar índios e doar sesmarias.
ü  Deveres – fundar povoados, cobrar impostos e defender o território.
        Privilégios metropolitanos:
ü  100% sobre o Pau Brasil.
ü  100% sobre as drogas do sertão.
ü  20% sobre metais preciosos.
ü  10% sobre a produção agrícola.
        Motivos para a aplicação deste tipo de organização:
ü  POR já havia testado essa forma administração em suas ilhas do Atlântico.
ü  Transferência de despesas para particulares (POR não gastava nada).
        Fracasso: falta de recursos e de interesse dos donatários + distância excessiva da metrópole + invasões estrangeiras + ataques de indígenas.
        Exceções: Pernambuco e São Vicente.

         Os Governos Gerais:

        Correção de erros das Capitanias.
        Centralização Administrativa.
        Cargos auxiliares: Ouvidor-mor (justiça), Provedor-mor (tesouro – cobrança de impostos), Capitão-mor (defesa).
        Tomé de Souza (1549 – 1553): Salvador (capital), doação de sesmarias, criação de engenhos, criação do primeiro bispado do Brasil, vinda de jesuítas;.
        Duarte da Costa (1553 – 1558): atritos entre colonos e jesuítas, bispo e governador, atritos com índios, invasão de franceses ao RJ;
        Mem de Sá (1558 – 1572): restabelecimento da paz interna e expulsão de franceses do RJ.

         As Câmaras Municipais:
        Instâncias de poder local.
        Homens bons (homens brancos e ricos proprietários de terra).

         A divisão da colônia:
        1573 – 1578
ü  Grande extensão territorial.
ü  Perigo de invasões.
ü  Brasil do Norte (Salvador*).
ü  Brasil do Sul (Rio de Janeiro*).
        1602 – 1612
        1621 – 1675
ü  Estado do Brasil (Salvador*).
ü  Estado do Maranhão (São Luís*)


         As invasões francesas:
        Não reconhecimento do Tratado de Tordesilhas.
        Contrabando e pirataria.
        França Antártica (RJ – 1555 – 1567).
ü  Fuga de huguenotes perseguidos.
ü  Capitão Villegaignon (líder francês).
ü  Estácio de Sá – sobrinho de Mem de Sá, responsável pela expulsão dos franceses do RJ, com a ajuda dos índios tamoios e tememinós.

        França Equinocial (MA 1612 – 1615).
ü  União Ibérica – enfraquecimento de POR.
ü  Empreendimento oficial da coroa francesa.
ü  Fundação de São Luís.
ü  Expulsos por coligação luso-espanhola.

         As invasões inglesas:
        Ataques de piratas e corsários.
        Sobretudo durante a União Ibérica.
        Cidades litorâneas (Santos e Recife).


ECONOMIA E SOCIEDADE COLONIAL AÇUCAREIRA


O Brasil teve uma colonização de base agrária que se iniciava dentro da estrutura monopolista do sistema colonial.

·         Fatores determinantes do sucesso da empresa agroaçucareira.

Ø  Os portugueses já estavam habituados ao plantio da cana e a produção do açúcar desde o século XV, quando transformaram as recém-conquistadas ilhas atlânticas em centros açucareiros.
Ø  O açúcar despontava, no início do século XVI, como uma mercadoria de alta aceitação nos mercados consumidores europeus.
Ø  O açúcar tornou-se um produto altamente rentável e atraente para aqueles que pretendessem investir na instalação de engenhos no Brasil.
Ø  O clima quente e úmido e o rico solo de massapê do litoral, especialmente em Pernambuco e na Bahia, tornaram o nordeste a área por excelência.

·         Estrutura de produção

Ø  A empresa agrocolonial brasileira se estruturou na PLANTATION, grande propriedade monocultora escravista.

·         O engenho

Ø  O engenho era a unidade de produção onde se localizavam os canaviais, as plantações de subsistência, a fábrica do açúcar- com sua moenda, a casa das caldeiras e a casa de purgar – a casa-grande, a senzala, a capela, a escola, e as habitações dos trabalhadores livres – como o feitor, o mestre do açúcar, os lavradores contratados, etc.
Ø  A casa-grande era a residência do senhor de engenho e sua família, e centro irradiador da autoridade e de toda a atividade econômica e social da propriedade.
Ø  A senzala era a habitação reservada aos negros escravos.

CARACTERÍSTICAS

A sociedade colonial como um todo era o reflexo da estrutura econômica escravista e, portanto, foi estruturada para atender aos interesses mercantilistas da metrópole.

ü  Na sociedade colonial açucareira a mobilidade social era praticamente inexistente.
ü  A vida social se restringia aos limites da grande propriedade açucareira. (engenho).

De forma geral, a sociedade colonial brasileira era:
ü  Escravista – mão – de - obra escrava
ü  Rural - canaviais
ü  Bipolar - havia basicamente 02 classes sociais, opostas e conflitantes: branco – senhor X negro – escravo.
ü  Aristocrata – a elite dominante (classe senhorial) era formada pelos proprietários rurais que formavam a aristocracia brasileira.
ü  Patriarcal – nesse regime familiar patriarcal; todos, familiares, escravos, agregados, deviam se submeter ao pátrio poder, que não raro, decidia sobre a vida e a morte daqueles que estavam a ele subordinados.

O Cotidiano Social e Relações de poder: A ordem social na Colônia: “a senhoria patriarcal”.

A sociedade colonial, montada em torno da economia açucareira acabaria por dar ao Brasil, nossa configuração popular inicial, dada na ordem do poder colonialista europeu, onde a conceituação antiga relacionaria sempre a noção preliminar entre senhores e escravos. Com efeito, em nossa sociedade açucareira, seria, porém desdobrada por três grupos básicos:

Senhores – os colonizadores brancos, donos das terras, dos engenhos e dos escravos. Tinham poder total em suas propriedades, além de dominarem a vida política e econômica da Colônia por meio das Câmaras Municipais. A sociedade colonial era patriarcal, isto é, dominada pelos homens, pelos chefes de família.
Setores médios – padres, militares, funcionários públicos, comerciantes e artesãos que formavam a população permanente das poucas vilas e cidades. Haveria a condição de pequenos lavradores, quando seriam as terras eram cedidas a lavradores, que eram obrigados a moer sua produção no engenho do proprietário: chamavam como as “fazendas obrigadas”, nas quais o lavrador recebia apenas a metade da sua produção em açúcar e ainda pagava o aluguel pela utilização da terra. Existiam também os lavradores livres, proprietários de suas próprias terras, que moíam a sua cana em qualquer engenho, mas ao preço de deixar nas mãos do senhor de engenho a metade do açúcar produzido. Os lavradores livres e de fazendas obrigadas não eram camponeses, mas senhores de terras e escravos e, como tais, pertenciam à camada dominante da sociedade.
Escravos – estes realizavam todos os trabalhos que envolviam a plantação da cana e a produção do açúcar e todos os serviços domésticos, além de cuidarem da própria subsistência. Eram considerados “as mãos e os pés do senhor de engenho” e sua alimentação básica era farinha de mandioca, aipim, feijão e banana. Alguns senhores “concediam” aos escravos pequenos lotes de terra para que cultivassem sua própria roça.

         Trabalho escravo:
        ÍNDIOS: mais utilizados até aproximadamente 1560, utilizados em lavouras menos desenvolvidas ou mais pobres.
        NEGROS: preferencialmente utilizados a partir de 1560, mão de obra básica do Brasil durante todo o período colonial e imperial. Utilizados acima de tudo pelo fato de representarem uma fonte de lucro extra através do tráfico de escravos. Além disso, os índios foram sendo exterminados e o grau de evolução das comunidades negras era maior, pois eles já conheciam a agricultura.
         TRÁFICO DE ESCRAVOS: UM NEGÓCIO LUCRATIVO

Crise da Economia açucareira

UNIÃO IBÉRICA E INVASÕES HOLANDESAS
         União Ibérica (1580 – 1640):
        Período em que POR e ESP foram governados pelos mesmos reis. POR foi dominada pela ESP.
        D. Sebastião (POR) morre em 1578 sem deixar sucessores.
        D. Henrique, seu tio já idoso assume o trono e falece em 1580, também sem sucessores.
        Felipe II, rei da ESP invade o país e impõe governo conjunto.
        Possessões portuguesas passam a ser da ESP.
A UNIÃO IBÉRICA
        Acordo com nobreza portuguesa determina manutenção de órgãos administrativos portugueses nas colônias, portanto, internamente não houve alterações no Brasil.
        Tratado de Tordesilhas começa a ser ultrapassado.
        Inimigos da ESP na Europa invadem o BRA em represália ao governo espanhol.
        HOL, um dos inimigos da ESP é impedida de fazer comércio em qualquer possessão espanhola.
        Comércio do açúcar no BRA que tinha participação holandesa é atingido.
        Holandeses invadem o BRA tentando romper o bloqueio espanhol ao comércio de açúcar.

         As invasões holandesas (1624 – 1654):
        Tentativa de romper o bloqueio econômico imposto pelo governo espanhol ao comércio do açúcar.
        1624 – Invasão da BA (fracasso).
        Criação da Companhia das Índias Ocidentais – empresa holandesa responsável por viabilizar recursos para invadir novamente o Brasil.
        1630 – 1654 – Invasão de PE (maior centro mundial de produção açucareira).

ü  Maurício de Nassau – governante holandês responsável pelo controle de PE e estabelecer um clima amistoso com os brasileiros.
Ø  Modernização e urbanização.
Ø  Embelezamento de cidades (com a vinda de artistas holandeses).
Ø  Financiamento para donos de engenho.
Ø  Liberdade de culto.
Ø  Demitido em 1644 pela CIA. das Índias Ocidentais.
ü  Insurreição Pernambucana (1645 – 54): movimento luso-brasileiro que expulsou os holandeses do BRA.
        Conseqüência da expulsão dos holandeses: início da crise do período do açúcar pois os holandeses ao saírem do BRA instalam-se nas Antilhas (América Central), produzindo lá um açúcar mais barato e de melhor qualidade que o nosso.

         Outros produtos:economia auxiliar.
        Suporte para a lavoura canavieira.
        GADO (exploração do interior, couro, tração, carne, leite, pecuária extensiva, trabalho livre).
        FUMO (troca por escravos na África).
        DROGAS DO SERTÃO: produtos extraídos da floresta amazônica com relativo valor na Europa, tais como anil, guaraná, salsa, corantes, e, sobretudo o cacau.

        Agricultura de subsistência.